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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

UMA QUESTÃO DE BEIJOS

 

A pensar alto:
Os afetos, pontualmente, o beijo, estão na berra, como quem diz, na “moda do diz que diz”. 
Mais, posso garantir-vos que os afetos, sim, é minha convicção, também dançam ao sabor das modas. Clarificando: em meu tempo de infante, os abraços, as carícias, os beijos eram considerados perigosos para a salvação da alma - o prazer advindo era pecaminoso, e a condenação eterna estava ali ao virar da esquina, ameaça pasmada pelos sacerdotes do alto do terrífico púlpito.

Assim, a ausência de gestos de afeto prevalecia em muitas famílias, nem em todas, mas numa grande maioria, e presumo não estar enganada.

Voltando ao beijo. Uma das minhas netas fugia dos beijos como o diabo da cruz, salvo seja! Outra lambuza-me com tantos e tão ternurentos beijos que fico derretida em açúcar!
Pretendendo receber uma beijoca docinha, sempre que me deparava com a primeira, a arredia ao beijo, um dia fiz esta lamentável(?!) chantagem: 
- Tens de dar um beijinho à vovó sempre que a encontras ou te despedes dela. Sabes, eu já sou velhinha, e um dia destes desapareço. E os beijinhos que não me deste, para onde foram?

Resumindo e concluindo: a catraia, logo que me entra portas adentro, vem dar-me sempre o beijo da praxe, ainda mais um abraço muito apertado que lhe peço muito lamecha. 
Será uma violência para ela estas manifestações de afeto? Não me parece. Mas hei de perguntar-lhe...

Mas será mesmo preciso perguntar-lhe? Eu explico: hoje, assim de repente, no largo Fonseca Lima, sou confrontada com a pequena, que, pressurosa, se me dirige para o cumprimento usual, o beijo. 
Uma questão de educação, de afeto genuíno? Ambas as coisas, presumo. 
E com esta me vou que me espera um dia de festa familiar, e claro, de muitos beijos!!!
(pois, tempos houve em que também detestava dar/receber beijos. Contas de outro rosário... ou não!)

Bernardete Costa

:
publicado por Bernardete Costa às 18:30

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