https://youtu.be/QLCDymoJD_0
E assim terminou o meu dia. Como outros idênticos, cansada mas feliz!
O peso da poesia que a minha alma faz questão de levar de lado para lado, não deixa de ser um peso, é certo, … mas etéreo! Sendo que a poesia, que vive paredes meias com as minhas obrigações solicitadas pelo pragmatismo da realidade, sublimada pelo meu querer de alma, vence esse duelo em que o meu Eu se debate. Por vezes perigosamente, porque incompreensível e inaceitável.
Mas dizia, cansada mas feliz! Depois de um encontro com os meninos e os professores da Escola das Violetas, nas Caxinas. Um encontro em que a poesia foi senhora reinante a impor o sonho; em que a poesia apelou ao equilíbrio entre os seres e as coisas existentes na nossa casa, a Terra Mãe. E também em que a poesia invocou a paz através do poema “Quando for grande, quero ser gigante… /vou ser capaz/de num instante, fazer a paz (…)”. Um poema premente e oportuno nestes momentos bélicos em que vivemos; “(…) fazer a paz entre a gente/toda a gente deste mundo (…)”, dois excertos do poema constante no livro que levei até essa escola, “A Luz dos Animais e das Coisas”, edição de AL (Editores Livreiros).
E por aqui me fico. Muito mais vos poderia contar deste e doutros encontros similares. Mas os deveres e obrigações duma realidade que muito me enfada não deixam de fazer parte de mim, desse outro Eu ao qual não posso fugir.
Ainda assim, “Pelo sonho é que vamos”, diz Sebastião da Gama”. E eu aposto no sonho.