https://youtu.be/QLCDymoJD_0
Sinto o absurdo do silêncio quando um pássaro voa no infinito do azul.
Por vezes quero ser infinito e ser poiso de pássaro.
Ser silêncio de voo
escondendo palavras no vão duma escada.
Só mais tarde solto as asas
e aprendo quanta alegria há em certas palavras.
Depois dos silêncios, depois do infinito,
depois de ser poiso de pássaro
recolho do vão da escada todas as palavras
que entretanto aprendi a amar.
Apenas receio que as palavras se aborreçam
porque há quem as não saiba usar.
Usam-se palavras como se fossem vento ou pássaro sem asas.
Que vão sem destino sem saber onde pousar.
Bernardete Costa