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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

Depois do natal

Quando o Natal se passa e a sua iconografia simbólica é praticamente esquecida, eu, que sou descrente em deuses e profetas, apenas acredito no homem bom, fico sinceramente doente. Duma doença psíquica e até muito física. Possuo esta simbiose orgânica e espiritual que me arrasta para o desequilibro do sistema parasimpático, assim como para uma tristeza, agora, com esta idade, mais tranquila. A tranquilidade que me advém de certa capacidade em aceitar todo o tipo de disparate, mesmo aquele que mexe com as memórias mais gratas da infância. Aceitar disparates - quão dissemelhantes -, poderão quem aqui me lê, torcer o nariz de incompreensão, tendo em conta, aqueles que melhor me conhecem, que a rebeldia é característica do meu eu desde os tempos infantes. Mas, como disse, a idade, esse ganho do tempo, pois nem apenas rugas nos marcam o rosto, outros ganhos, outros saberes, outra capacidade de entendimento, dizia, a idade como que nos adormece. Melhor. Solicita a já referida tranquilidade. Nestes entretantos, para apenas deduzir da frustração das festas natalinas. Raramente esta época se representa com o presépio. Ganham-lhe em pontos os pinheirinhos,os enfeites, as luzinhas, e os embrulhos mais embrulhos e mais embrulhos. Os nossos meios de comunicação, com destaque para as TVS, aliciam, crianças e adultos, para compras, mais compras e mais compras... Se perguntarmos a uma criança o que representa o Natal, correremos o risco certo de ouvir a resposta “presentes”. Depois, a nossa visão e não apenas física, pelo menos a minha, divaga por outros mundos, outros povos, outras culturas...E perante o nada de tantos, mais o sofrimento, a violência, a exclusão, a discriminação a que são sujeitos, seja dia de Natal ou não, atira-me como farrapo inútil para os meandros da tristeza. Que, saiba-se, em nada contribuo para a minorar. A não ser a lançar palavras como pedras que se perderão pelas voltas do caminho. Do caminho da inação. Do caminho confortável onde me instalo. Jesus veio ao mundo e nada resolveu. O homem persiste no ódio, na agressão, na ambição do poder. Eu vim ao mundo para nada resolver. Apenas para tentar ser melhor. Desde muito nova que me rejo pelos princípios da humanidade, da sensibilidade. E venham muitos Cristos ao mundo, e outros tantos profetas da palavra iluminada, assim como a muita vontade de a e b e c... de o transformar, que o ser humano carrega nos genes a maldição com que nasceu. Ser terrivelmente desumano! Bernardete Costa

publicado por Bernardete Costa às 15:23

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