https://youtu.be/QLCDymoJD_0
Hoje à meia-noite seguir-se-á um outro dia.
O frio e a chuva e a ventania chorarão
na minha vidraça; chamarão pelos meus olhos
fechados pela ardência das lágrimas.
Mas a noite passa, a alva se anuncia e de novo
se instala a rosácea dos dias.
Tudo se vulgariza, tudo se uniformiza
e a humanidade sobrevive como eu própria
perdendo o chão sempre que o amor fique retido
na perversidade dum punho fechado
de palavras desentendidas.
Bernardete Costa