https://youtu.be/QLCDymoJD_0
A poesia é uma tontice e eu uma tonta qualquer.
Uma borboleta pousou na minha janela.
Enleei-me à transparência, ao colorido,
ao seu voltear de asas tão efémero…;
a borboleta desapareceu do meu olhar e da minha janela,
e logo um frio de vidro me gelou o coração.
Com o meu amor zangado comigo,
porque sou uma tonta qualquer, sinto-me de castigo,
... mas sendo mulher em contradição
vou apelar à vida
a todas as borboletas que se atreverem à minha janela.
Bernardete Costa