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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

ADEUS, TONI

Uma pétala saudava meus cabelos,

dos meus dedos soltava-se uma ave na madrugada

e da inocência das árvores exalava um suspiro de primavera

quando uma nave aportou ao cais dum instante.

E sem te despedires içaste a vela, colheste o vento partindo

da minha infância e desse trajecto que mais tarde

foi percurso comum na nossa cidade.

Soube que partiras para lá do entendimento, mas

no meu esquecimento abracei-te na ausência com a saudade

das lembranças, retida nessa sublevação

de luz e sombra que esboçam as traquinices das crianças.

Ah, reterei sempre os risos e o musgo do teu olhar

a resplender estrelas,  apesar do sangue gélido da má sorte.  

Agora, os teus olhos mudos e cegos

nem sequer me dizem adeus

e eu fico estremecida sem saber que pensar, aturdida na morte

inventando um deus a partilhar contigo um pedaço de céu.

 

Bernardete Costa

 

publicado por Bernardete Costa às 15:48

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