https://youtu.be/QLCDymoJD_0
OS RETRATOS DOS PRESIDENTES DA REPÚBLICA DE PORTUGAL
Finda a tomada de posse do novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, urge arrumar a casa, como quem diz deixar nas paredes do palácio de Belém todos os presidentes da república de Portugal. Já são 18 os retratos que podem ser contados; falta, se não estou em erro, o de Cavaco Silva. Saídos das mãos de vários artistas portugueses como Columbano Bordalo Pinheiro, Paula Rego, Júlio Pomar e Henrique Medina entre outros. Desde o impressionismo, ao realismo, ao não sei quê do retrato de Mário Soares, à representação, digo eu, caricatural de Sampaio, da autoria inconfundível de Paula Rego, ao retrato “amaciado” de Cavaco por Possolo; uma miríade de estilos pictóricos a agradar a uns, a não agradar a outros. No campo da arte, há, quanto a mim, um quê de “vale tudo”; não sei bem se será assim, também dizer “ o que é arte”, por aí não me atrevo, apenas sei se gosto ou não do que vejo, se o que se plasma na minha frente numa tela mexe com os cordelinhos da minha emoção.
Isto apenas para dizer que muitos artistas, retratistas, essencialmente, não faltam, que sei eu..., por este lindo rincão de verde plantado à beira-mar.
E, como orgulhosa que sou das gentes da minha terra, apraz-me referir um pintor, discípulo de Henrique Medina e meu conterrâneo, Fernando Rosário. Um pintor, autodidata, é certo, mas com obra dispersa por Portugal e pelo mundo, nomeadamente, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, Espanha, França, Alemanha e Suíça.
Assim sendo, e reconhecido que é o seu mérito artístico pelos diversos e insignes retratados, Esposende poderá almejar a assinatura de Fernando Rosário a perpetuar a memória dum presidente de Portugal? Esposende e as suas gentes agradeceriam, penso eu…
Bernardete Costa
De novo pelo Agrupamento de escolas Virgínia Moura, agora pela EB1de Outeirinho e EB1/JI de Vermis. Sempre uma festa estas manhãs com "A Luz dos Animais e das Coisas".
Aqui deixo algumas palavras, lindas palavras, que a professora Soni, Bibliotecária do Agrupamento de Escolas Virgínia Moura, Moreira de Cónegos, proferiu aquando da minha visita, neste dia 8 de Março, ao seu Agrupamento.
“(…)
Hoje, dia 8 de março, (Dia internacional da Mulher), os alunos do pré-escolar e 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Virgínia Moura já conhecem a escrita de Bernardete Costa. A Bernardete tem uma escrita luminosa! Ao ler ou escutar a leitura de seus poemas, uma pintura se forma na nossa mente e azo dá à nossa imaginação que logo se encarrega de, qual pincel de pena de ouro, pintar nas nossas cabecinhas as mais coloridas paisagens que são o reflexo do seu estado de alma!
A Bernardete pintou com palavras “A Luz dos Animais e das Coisas”! Pintou, neste belo livro poético, um mundo de segredos – os seus segredos! Contudo, pensamos que seus já não o são. Já são nossos os segredos seus, porque no-los segredou! E são lindos! (…)
Seus poemas murmuram-nos as suas curiosidades de “Quando era pequenina…”, o seu amor e respeito pelos animais com “Passarinho Quico”; pela Natureza e pelo Ambiente com os poemas “A Chuva” ou o “Colibri” ou, ainda, “Fogo-dragão”. Seus poemas murmuram-nos também o seu agrado pela música e pelos sonhos e, lendo ouvimos uma canção de embalar com “O Violino Azul; vimos “Uma Princesa de Luar; descobrimos cores, e, se calhar, o “Violeta” é a cor preferida da Bernardete Costa. Será?
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Bernardete, seu poema “Quando for Grande”…segreda-nos o quão deseja a Paz! Segreda-nos que basta semear flores, tantas as flores como as que semeou – os seus livros! Sim, os Livros e a Leitura são com certeza uma chave para a Paz!”
(…)

A convite da escola António Correia de Oliveira, Esposende, tive o privilégio de contactar com algumas turmas do 5º e 6º anos, levando-lhes o meu último livro publicado, "A Luz dos Animais e das Coisas", poesia infantojuvenil. Com grata surpresa, partilhamos o conhecimento de vários autores, essencialmente alguns que os alunos encontram com facilidade na biblioteca escolar.
Fizemos de seguida leituras de alguns dos poemas do livro acima referido. Num ambiente lúdico, porque também se aprende a brincar, encarou-se o texto poético como o "falar do coração". Passou-se depois para um pequeno exercício de recriação poética, tendo por base os poemas lidos. Procurou-se respeitar uma temática em versos curtos, precisamente o oposto dos poemas em questão, privilegiar o ritmo e a rima, e usar alguns simples recursos estilísticos, de forma a permitir uma leitura agradável aos ouvidos do leitor.
Os registos ficaram nos cadernos escolares. E quem sabe, a motivação para outras e novas recriações e/ou experiências poéticas. Porque também assim se começa!
À escola e aos professores envolvidos neste projeto, que visa levar até ao aluno o autor e a sua poesia, aqui deixo o meu agradecimento por tal convite. Porque são ainda as crianças e os alunos os grandes mentores da minha escrita.