https://youtu.be/QLCDymoJD_0
E assim terminou o meu dia. Como outros idênticos, cansada mas feliz!
O peso da poesia que a minha alma faz questão de levar de lado para lado, não deixa de ser um peso, é certo, … mas etéreo! Sendo que a poesia, que vive paredes meias com as minhas obrigações solicitadas pelo pragmatismo da realidade, sublimada pelo meu querer de alma, vence esse duelo em que o meu Eu se debate. Por vezes perigosamente, porque incompreensível e inaceitável.
Mas dizia, cansada mas feliz! Depois de um encontro com os meninos e os professores da Escola das Violetas, nas Caxinas. Um encontro em que a poesia foi senhora reinante a impor o sonho; em que a poesia apelou ao equilíbrio entre os seres e as coisas existentes na nossa casa, a Terra Mãe. E também em que a poesia invocou a paz através do poema “Quando for grande, quero ser gigante… /vou ser capaz/de num instante, fazer a paz (…)”. Um poema premente e oportuno nestes momentos bélicos em que vivemos; “(…) fazer a paz entre a gente/toda a gente deste mundo (…)”, dois excertos do poema constante no livro que levei até essa escola, “A Luz dos Animais e das Coisas”, edição de AL (Editores Livreiros).
E por aqui me fico. Muito mais vos poderia contar deste e doutros encontros similares. Mas os deveres e obrigações duma realidade que muito me enfada não deixam de fazer parte de mim, desse outro Eu ao qual não posso fugir.
Ainda assim, “Pelo sonho é que vamos”, diz Sebastião da Gama”. E eu aposto no sonho.
SARAU CULTURAL, A POESIA EM TEMPO DE GUERRA,
EVENTO PROMOVIDO PELA UNIVERSIDADE AUTODIDATA DE ESPOSENDE
O desafio foi feito pelo professor e amigo Penteado Neiva, numa das aulas na Universidade Autodidata, de Esposende: levar ao público esposendense um sarau cultural em que a “Poesia em tempo de guerra” se evidenciasse e fosse vedeta. Numa evocação da 1ª Grande Guerra mundial. Poesia, essencialmente da autoria de poetas esposendenses.
A poesia, o fado, a cantiga…, em tempo de guerra. A tentativa de registar este trágico acontecimento que envolveu todo o mundo e trucidou milhões de pessoas, combatentes e civis. Para que esta evocação sirva de lição ao homem. Para que a memória não lhe seja curta!
Um dia, disseram-me: Há cansaços felizes! Verdade, o de hoje é um deles.
Ou seja, cansada mas feliz depois de estar na Escola das Caxinas, em Vila do Conde, junto de muitas crianças e de professores que me acolheram com tanta delicadeza e atenções que…, e desculpem o desabafo, não vou jantar! Porque fui levada ao Restaurante “Pescador, passo a publicidade, onde me foi servido uma variedade de fresquíssimo peixe frito e grelhado que fez as minhas delícias!
Passado o desabafo, cumpre-me dizer da minha alegria e felicidade por mais uma vez me ter sido possível ler poesia, falar de poesia, essencialmente da que consta no meu último livro “A Luz das Coisas e dos Animais”, edição da AL - Antunes Livreiros. Para mais, tendo sido mimoseada pela professora Preciosa e seus alunos com o meu poema “Quando for grande” musicado numa bela e ritmada cantiga.
Apraz-me acrescentar que este poema faz um apelo à PAZ! Muito oportuno!
E como sempre, a minha cabeça de luar esqueceu de gravar o poema cantado! Não me perdoo, espero que alguém o tenha feito. Estava tão lindo, mesmo lindo! Obrigada, por esta preciosidade, cara professora Preciosa e seus alunos.
Com muita pena ainda não possuo qualquer registo fotográfico. Logo mais aqui o acrescentarei.
Bernardete Costa