https://youtu.be/QLCDymoJD_0

No último sábado, 17 de outubro, a Associação de Comerciantes da rua Direita de Esposende fez receber no acolhedor ventre das suas lojas, a obra do pintor e retratista esposendense, Fernando Rosário.
Condicionada pelo mau tempo previsto, a cerimônia de abertura da exposição, a ocorrer na loja do Sr. Alberto Figueiredo da Impetus Underwear, fora alterada para um dia posterior. Ainda assim, como S. Pedro resolveu pincelar o céu com umas nesgas de luz fazendo tributo, por certo, ao “artista da luz”, como me apraz nomear Fernando Rosário, na hora programada juntou-se ao artista alguns amigos, assim como o presidente da Associação de Comerciantes da Rua Direita, eng. Bruno Terra, e o dr. Agostinho Teixeira, cabendo a este fazer uma belíssima e improvisada dissertação oral sobre a vida e obra do artista homenageado.
Esta exposição permanecerá durante uma semana ao longo da rua Direita, nos diversos estabelecimentos comerciais que aderiram à iniciativa.
Essencialmente, impõe-se aqui realçar a obra estética do artista esposendense Fernando Rosário, na minha modesta opinião a ombrear com o célebre Henrique Medina.
Fernando Rosário é sobejamente reconhecido por esse Portugal fora, nomeadamente nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa, onde possui vasta obra retratista nas respectivas universidades.
Sendo todavia ainda desconhecido do grande público esposendense, nomeadamente do mais jovem, Fernando Rosário é indubitavelmente uma referência a impor registo artístico no concelho de Esposende. Porque Fernando Rosário, além de retratista de personagens eméritas, usa com mestria o traço, o pincel e as tintas dando enfoque muito especial às suas raízes, retratando as gentes mais carismáticas do burgo e os mais emblemáticos locais da terra que o viu nascer e crescer.
Agora que esta meritória iniciativa da Associação de Comerciantes de Esposende permitiu que a arte viesse ao encontro do passante comum, que este a deseje procurar nos locais mais apropriados onde ela se acolhe. Como no belíssimo edifício do museu de Esposende onde este artista, Fernando Rosário, já expos a sua obra, assim como muitos outros.
"O medo, a ignorância, a inércia, a descrença na eficácia do voto (cerca de 50% de abstenções) e a manipulação "televisiva" estão entre os factores relevantes que explicam estes resultados eleitorais. Mas não podemos esquecer também a incapacidade do PS de ser uma credível alternativa de esquerda. Por onde andarão os milhões de indignados, desempregados e pobres que se manifestaram há dois anos (?) nas ruas do país? Os próximos tempos serão de expectativa e muita turbulência, Contra o fatalismo é urgente aprender com os erros e lutar por um país digno!
"Horizontes turbulentos", 2013
No meu entender, o povo perde a sua voz quando se abstém. Deixa para aqueles, que usam um direito de cidadania conquistado a ferros, a capacidade de tentar resolver o futuro do país através da arma pacífica do voto. No meu entender, reforço, há na abstenção uma postura implícita de cobardia. Votar ou não é um direito de liberdade, com certeza. Mas a Liberdade Maior é ser ator participativo na construção dum país que se pretende mais justo e mais solidário e, acima de tudo, mais humano.