https://youtu.be/QLCDymoJD_0
No passado dia 18 do corrente mês, no âmbito da Feira do Livro em Ponte da Barca, a convite da Câmara Municipal e da AL (editores livreiros), teve lugar uma interessante e animada tertúlia sobre o tema, Ler em Família.
Os hábitos de leitura e a respetiva capacidade leitora são geradores de conflitos vários quer ao nível das escolas quer ao nível das famílias. Ou seja, esta inquietude evidenciou-se transverssal tanto a professores como a encarregados de educação presentes.
Deste modo, priveligiou-se a partilha de experiências e o delineamneto de estratégias possíveis considerando as várias faixas etárias dos educandos. Também se fez o apelo para o acompanhento das familas no contexto do lar; afinal o tempo disponível para praticar a leitura como fonte de prazer e de promoção afetiva quer para crianças quer para educadores.
Até porque a escola possui um campo alargado de competências que apenas frutificarão se as famílas contribuírem com a sua parte educativa, quer no que respeita a regras de comportamento, de cidadania e de aprendizagens várias - como a construção frásica correta, o entendimento da linguagem no contexto semântico, o enriquecimento vocabular. Considere-se que a simplificação, que não deve ser considerada, não significa simplicidade.
Ainda que posteriormente os interesses das crianças sofram alterações como o uso e até abuso das novas tecnologias, os laços afetivos criados, aquando esses momentos prazeirosos de leitura em familia e na escola, irão permanecer, mesmo que parcialmente ocultos, na sua formação cognitiva e espiritual básicas.
Bernardete Costa
teu rosto feliz no sorriso feliz
reflexo e luz de cândida pintura
grácil flor em aroma florida
em abraço domínio da ternura
que em suave odor se inebria
coração de sangue nome sabedoria
sempre o sorriso em suspiro condiz
teu rosto de pétala macia.
9 de dezembro 2013
Menina da trança
De pele morena
Miosótis fragrância
No azul do poema
Corpo menina
Em corpo mulher
Essência secreta
Ambígua serena
Menina sem o ser
Incerteza
No orvalho da manhã
Mistério estival
Úbere de anca
Teu ventre é dança
Festim outonal
Menina da trança
Musa do bem-querer
Corpo mulher
Menina sem o ser
Candura e neve
Malmequer
Na turgidez dos seios
Na idade dos cabelos
Êxtase epifania
Esplendor
Vives na noite
No dia mulher
Menina sem o ser
Simples poesia
Menina da trança
Com fome de amor
Enigma
Respiração alada
Corpo e tela
Na luz ressuscitada
Aqui te beija
Magnânimo
O que o olhar deseja
Menina mulher
Menina sem o ser.
A poesia é uma tontice e eu uma tonta qualquer.
Uma borboleta pousou na minha janela.
Enleei-me à transparência, ao colorido,
ao seu voltear de asas tão efémero…;
a borboleta desapareceu do meu olhar e da minha janela,
e logo um frio de vidro me gelou o coração.
Com o meu amor zangado comigo,
porque sou uma tonta qualquer, sinto-me de castigo,
... mas sendo mulher em contradição
vou apelar à vida
a todas as borboletas que se atreverem à minha janela.
Bernardete Costa