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Segunda-feira, 7 de Abril de 2014

VIESTE

 


Aprendo a buscar-te por entre as névoas
das margens enquanto o perfume dos nenúfares
se refaz ao renascer do dia, para depois 
caminhar pelas areias, e na ilusão brasa do sol
reter seus raios e deles atear o fogo
onde consumo os dias da memória.
Chegarei até a beber o verão como se fora um licor
afagando os lábios sempre que na imagem
das águas tombar uma lágrima de saudade.

Acabaste por vir embalado na brisa dum barco
trazido pelas saudades das lembranças;
vieste pelo eco dos risos vivificando o areal ou
quando as algas do rio se enredaram no silêncio
sobre o leito de pedras, ou vieste pelo chamamento
de asas duma ave azul ousando liberdade
ou somente vieste
pelo meu desejo de chamar-te.

Bernardete Costa

publicado por Bernardete Costa às 18:03

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