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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

Teatro na universidade autodidacta Esposende

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Ainda que não sendo uma leitora ardente da obra de António Lobo Antunes, procuro com prazer ler todas as suas crônicas que publica na revista Visão. Numa delas escrevia, “a escrita sempre foi para mim um penar profundo. Termino os dias exausto”. Possuo a convicção de que nem todos os escritores se identificarão com António Lobo Antunes. Fico sem saber bem o que pensar. Sendo um grande mestre da literatura portuguesa, mesmo que não da minha eleição, respeito as suas palavras, assim como respeito a de outros escritores que assumem, essencialmente, o oficio da escrita como um ato de prazer. Esta introdução para reconhecer, isso sim, que todo o bom trabalho, em qualquer expressão da arte, e não só, exige muito esforço, dedicação e exigência. No verão passado levei à cena, aqui em Esposende, uma comédia baseada num conto do meu estimado amigo José Felgueiras, “O Chico do Ti’Farturas”. Quando iniciei os primeiros ensaios senti-me apavorada. Sem saber por onde lhe pegar - para mais, reconhecendo que esta era a primeira aventura do género em que me metia. Pedi ajuda, conselhos.... e correndo o risco de todos os meus atores me abandonarem, iniciei os ensaios da mesma forma como pautei toda a minha vida enquanto professora e enquanto pessoa: com rigor, com exigência. Não foi fácil. Como Lobo Antunes, tive momentos de longo penar, até de quase desistência. Este trabalho cênico surgiu no âmbito das atividades da Universidade Autodidata, Esposende, e as pessoas nele envolvidas, com idade já muito respeitável, assim como sem qualquer experiência de palco, condicionavam a tal exigência. Acabei por protelar aqui e acolá. E ainda bem. E o grupo, inicialmente muito disperso, irmanou-se neste projeto com empenho e garra. Sei que fui alvo de muitas críticas. Que entendo sempre como construtivas. Pois foram elas que me incentivaram a nunca desistir. Agora esperam-me mais desafios. Novamente, e tendo em conta a vontade expressa do grupo de teatro, também a boa receptividade do público, iniciarei os ensaios de uma outra comédia. Mas que se faça a distintiva diferença: uma comédia, nunca uma palhaçada, se bem me entendem. Desde a cultura antiga grega, dramaturgos como Aristófanes, Menandro..., Moliére, o nosso Gil Vicente, e muitos outros, apostaram neste registo teatral. Sabe-se, a comédia, send divertida e originando boas gargalhadas, é uma forma de arte representativa muito respeitável. No entanto, já a palhaçada, uma espécie de perversāo da comédia, apenas uma brincadeira, quantas vezes de muito mau tom.

publicado por Bernardete Costa às 12:13

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