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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016

PAPA FRANCISCO

Entre muitos encómios ao Papa Francisco, “humilde” e  “sábio” são os mais comuns, a crer no que leio, nomeadamente, nas redes sociais. Não objeto contra já que o substituto de Jesus na terra terá, sem qualquer dúvida, de merecer estes elogios; a humildade remeterá para o próprio Cristo que tudo abandonou neste mundo para viver sem qualquer ostentação mundana, humilde entre os mais humildes; a sabedoria vem-lhe da intensa formação religiosa e do muito que ao longo da vida cimenta o seu Eu cultural.

Acima de tudo, este Papa evendencia uma humanidade incomum para a maioria dos papas desde o nascimento da igreja católica e apostólica e romana. O Papa Francisco carrega aos ombros uma pesada e dolorosa cruz: a do sofrimento humano, da sua crueldade, da intolerância, da sua descompaixão.  Mais, cabendo a Francisco a propagação da fé e a crença em Deus, ele questiona, numa aflição que me comove, e numa impossibilidade misericordiosa, a existência da criação do homem por Deus, mediante o horror de ontem e de hoje.

Quanto a mim, voltando ao início deste texto, a humildade e a sabedoria são qualidades que todos os Papas devem exaltar por força das circunstâncias, se me permitem assim afirmar.

Agora, questionar a existência do homem como criação de Deus, como no excerto que a seguir transcrevo, aquando da sua visita a Auschwitz, já pode parecer um tanto polémico para alguns cristãos: 

“(…) Francisco visitou o campo de concentração de Auschwitz, usado pelo regime nazista para exterminar judeus, e comentou que a "crueldade não acabou". "Quanta dor, quanta crueldade. Como é possível que nós, homens, criados por Deus, somos capazes de fazer estas coisas? Pois é, essas coisas foram feitas e eu queria dizer uma verdade: a crueldade não terminou em Auschwitz-Birkenau, porque ainda hoje há tantos prisioneiros torturados, homens e mulheres em prisões como animais", criticou o Papa.(…)”.

publicado por Bernardete Costa às 16:25

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