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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2015

MEU HOMEM D'OIRO

 

MEU HOMEM D'OIRO

 

Meu homem d’oiro amante do meu poema

das quatro estações do meu corpo…

somente a tua voz rima sobre as águas e ecoa

no limbo dum tempo que não nos pertenceu;

meu homem sol ofuscando o crepúsculo no horizonte,

a névoa do rio retendo a tua imagem

arquitectando o teu olhar, no verde difuso do mar.

 

Pedes-me que pronuncie o amor que lanço à terra,

ao mar, ao rio, às aves, à montanha,

ao pólen da flor…, mas eu sei que as palavras

são flores de espuma nas mãos frágeis

dos amantes feiticeiros…

 

Meu homem d’oiro, meu sol, minha lua, meu barco

de estrelas no azul do sul, apenas tu descobrirás

o segredo em minha alma trancado e libertarás o sufoco

desse grito em meu corpo

há tanto tempo encarcerado.

 

Ah! se eu soubesse teria projectado uma nave

e pelo rio a faria navegar sem timoneiro,

ao arrepio das águas, à deriva galgando as margens

encontrando-te sem nome e tão perto no incêndio da tarde,

e tu, não terias mareado para além do Cávado…

Serias então o meu amor primeiro?

 

Como responder, meu amor, se o amor

não tem resposta nem se explica.

 

Bernardete Costa

 

 

 

 

 

publicado por Bernardete Costa às 21:26

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