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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Haverá Natal?

Haverá Natal?

Não sei quando é Natal.
Se quando se pede brinquedos
e os jogos permitem folguedos, será que é Natal?
E se os silvos acordam as montanhas
e caem as bombas,
haverá Natal?

Não sei quando é Natal.
Se as luzes cintilam nas árvores, é Natal?
E se as cruzes assinalam a terra onde os homens,
as mulheres e as crianças tecem no silêncio
os gritos da fome e da guerra,
haverá Natal?

Mas sempre que nas mesas,
o rubro das toalhas e as pérolas de azevinho
decoram as casas no seio das famílias,
ocorre-me ser Natal.

Mas como pode ser Natal,
se há crianças que sorriem à nova bicicleta,
ao computador, à colorida vestimenta
e uma outra tem por companhia uma arma
e um sorriso perturbador?

Como pode ser Natal,
se o eco dos sinos clama alegria na voz dos anjos,
enquanto os obuses explodem nos céus
as únicas luzes de todas as árvores?

Queria essa idade de acreditar que há Natal.
Porque o meu coração não pode envelhecer; sempre menina
olhar as estrelas e todas as luas
e nelas a luz em breve resplandecer

no coração pedra da humanidade.

Bernardete Costa

publicado por Bernardete Costa às 17:11

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