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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2017

 

Entretanto muita água correu sob a ponte. Para dizer o óbvio. Muita coisa na vida pessoal, na sociedade, no país, no mundo, evoluiu, algumas vezes para o bem, muitas para o mal.

Em tempos adolescentes, as feiras semanais e festas anuais com os seus carrosséis, pistas de carrinhos, etc., fizeram as delícias da minha geração. E os ruídos, excessivos, a eles ligados sentiamo-los como o embalar estrépito do longínquo mar. Ainda a política se amamentava dum cauteloso silencio; não fosse o Zé povinho acordar para a realidade de uns, miséria e pobreza extremas, e para a verdade de outros, conforto e quantas mordomias.

Seguramente, que a idade está na razão direta da rejeição aos ruídos, sejam eles até nascidos de acordes musicais que tanto me/nos deleitam.

Indubitavelmente, os mais jovens aceitam com maior tranquilidade o excesso de decibéis debitados nas variadas circunstâncias, mormente no que à audição de musica diz respeito.

Este preâmbulo, apenas para afirmar que não serão os múltiplos altifalantes a propalar este ou aquele partido, este ou aquele candidato, que merecerão a atenção da juventude - afirma-se, e bem, o futuro da nação. Esta juventude tão “surda” ao idealismo político (por que razão, por que razões, deuses!), tão assoberbada por outros ruídos e interesses, não comparecerá nas urnas, no próximo dia um de outubro – gostava de estar enganada –, por mais que as televisões e os altifalantes apregoem as vantagens e as promessas deste ou daquele candidato. Além do mais, a juventude, uma boa parte dela, vive essencilmene segundo regras hedonistas, por isso voltada contra o pensamento, assimilando o fácil, de preferência de mão estendida.  

Sim, nos primórdios da liberdade politica, em Portugal, também se usou das mesmas estratégias de “sedução”. Todavia, a abstenção nas urnas era pouco significativa. E suponhamos que sim, ainda se acreditava em certos valores e princípios que haveriam de ornamentar a democracia. Talvez por isso, a geração da "peste grisalha" dispensa estrondosas baboseiras publicitárias venham elas donde vierem; mais, elas incomodam, elas podem induzir, por cansaço e esgotamento auditivo, à fraca participação eleitoral – e façamos de conta que não!

A juventude, mais, as crianças, urgem uma aposta na formação da cidadania. Para que possam entender os compromissos e os ideais políticos. E façamos de conta que sim, para que possam/queiram reconstruir uma sociedade suportada por uma política transparente, justa e democrata.

No entanto, os mais velhos, ou a malfadada peste “grisalha”, e façamos de conta que sim, ainda tentam discernir o melhor para a sociedade e democracia portuguesas.

Pelo menos ainda  sentem e desejam a “obrigação” de exercer um direito conquistado em abril.

 

Bernardete Costa

 

publicado por Bernardete Costa às 17:38

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