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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

SER-SE POETA

Um poeta, ou uma poetisa como primo em dizer no meu caso, escreve pelo linear prazer em manipular as palavras; pelo gozo que sente quando consegue travestir as palavras de conotações e de tão densas e inexplicáveis emoções que até ao próprio escapa a sua compreensão plena.

Por vezes uma conversa, uma leitura, uma observação mais cuidada do que o rodeia são, por si só, motivos suficientes que induzem o despertar da musa encantatória que, supostamente, está na origem da arquitectura emocional do poema.
Qualquer um de nós pode elaborar um poema: imperiosos são a leitura, a pré-disposição, a sensibilidade à flor da pele, o poder que, ainda que recôndito na caixa de Pandora que existe em todos nós, todo o ser humano dispõe ao seu alcance quando sonha e acredita na utopia.
Já dizia António Gedeão: “ O mundo pula e avança/ como bola colorida/ nas mãos de uma criança.
Nesta página eu vou ser atrevida e propor a algum leitor que por aqui passe, que escreva o seu poema ou, unicamente, a sua tentativa poética.
Serei, seguramente, surpreendida pela positiva.  
 
 
QUE SEI EU DA RAZÃO?
 
Como posso saber da razão
se meu coração é um moinho de vento
 
e a razão é um cavalo louco
solto das rédeas do meu sentir?
 
 
nada sei da razão ou do coração
somente sei desta dor morando em meu peito
quando a minha nudez toca a tua pele.
 
 
Bernardete Costa
 
publicado por Bernardete Costa às 21:45

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