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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

AQUIETA-TE

 

Aquieta-te, meu amor.

O nosso amor resplendece

na respiração noturna,

e apenas desfalece

pela alvor

na mordida cansada da pele.

 

Toma a minha nudez, meu amor,

e apronta em teu ventre

um jacinto de espuma.

Só depois bebe

 do cálice fremente

o  cicio leve de pluma.

 

Aquieta-te, meu amor,

e sustém em teu colo

o meu corpo ardente.

Mas resguarda-te do fulgor de lava

dos meus seios vertida

na pele mordente.

 

Bebe do cálice, meu amor,

meu veneno e meu rio.

Gota a gota bebe do meu delírio…

coisa tão pouca, apenas

o clamor

tão veemente de tal martírio.

 

Meu amor, aquieta-te,

a chuva de mim é a tempestade de ti

Um ou outro

nos espreguiçamos ao sol

onde tamborila a chuva

como o sol posto.

  

Mas aquieta-te, 

todas as nuvens são pérolas

no perfume extinto das mãos.

E da tua boca,

da chuva da tua boca, meu amor,

permanece

a luz turva da saudade.

 

Meu amor, eu sou um disfarce:

arquejo, mordo, suplico…

Mas apenas roo devagar na saudade

semeando estrelas

nas cinzas  que salpico.

 

Bernardete Costa

publicado por Bernardete Costa às 10:40

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