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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

DESPEDIDA

Folha de outono a sangrar claridade e oiro,

envelhecida a superar o fim de vida,

em baile de sedução na cesura das pedras,

solares pedras lápis-lazúli em liquidez deslumbrada,

seu leito de despedida.

 

Oiro, romã.., dúctis cores na paleta duma mão

 a atear fogo à alma do poeta

que se prepara para o novo adormecimento;

folha húmus, dedos e pergaminho a desmaiar

no espelho anil violeta.

 

Ou somente folha ou somente outono

ou somente estação a soçobrar no entendimento;

folha arrancada à vida a desenraizar vida…

ou somente folha, ou somente estação,

ou somente outono, ou principio de inverno;

 

folha de vento na água acrisolada….  a resgatar,

o sol eterno no murmúrio urgente do verso,

 no rio imorredoiro da palavra.

 

Bernardete Costa

 

publicado por Bernardete Costa às 18:03

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