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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

PICADA DE INSECTO

Há alguma ingenuidade a doer

quando se acredita no amor. Aquele amor

a consumir pele a fragmentar a noite, um milagre

voo no paraíso, uma ingenuidade a delirar

desejo, a mesma lua, sol, a leveza

das aves em danças de sedução. Este é o amor

tonto, adolescente a dizer mais sim que não

a pretender brincar ao faz de conta:

a felicidade está ali, como a maçã proibida.  

Mas não acredito em milagres, suspeito até dos anjos.

 

Creio no amor como um bafiento sopro de ilusão

ou então, uma picadela insuportável

de insecto que urge esmagar.

Eu não desperdiço deslumbramento de coração,

coração esmago nos meus dedos.

Para ser feliz, dispenso pieguice orvalhando o olhar;

para ser feliz rejeito esse ar viciado nas rotinas

viúvas dos beijos.

Encontrar o amor, o pólen da felicidade, é o rosa saciado

numa cameleira a ruborizar o inverno, quase milagre

 

nessa visita

                            de sol,

                                               e pétalas…

 

 

 

 

 

Bernardete Costa

 

 

publicado por Bernardete Costa às 17:42

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