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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

A HOMENAGEM QUE TE PRESTO, TIA BERNARDETE

Adeus, sempre

 

Sinto-te a crer num deus eterno, redentor,

a suprimir a dor e a ausência,

num abraço de jornada imposta, até o destino

te delinear o caminho dos céus.

 

O espectro da treva presente e tu

em seráfico Jesus crente, já em oxidada idade,

ergues-te da terra e do pó; e olorosas rosas

saúdam, creio, a cúmplice alma.

 

Num adeus, a sorrir da partida, 

evocas abraços filiais e maternais, a nostalgia

do longe da infância: anjos de luz,

estrelas a acender candeias, a alumiar

                  o teu verbo partir;

 

com registo na face, com cãs nos cabelos,

doce e velha a recuares ao ventre da origem

sem vento, sem madrugada,

na inutilidade dos pássaros e dos lírios…

 

…sem noite, apenas a aurora lilás

a colher as últimas palavras,

murmúrios de rendas no solar das manhãs.

 

O silêncio, que me deixas, é somente

o voo da tua liberdade. E agora que partiste,

resta o meu nome triste a perpetuar

o teu nome; até que se esgotem todas as pérolas

em contínua viagem do presente:

 

pérolas dum colar líquido

a ornar o meu rosto,  a tombar na vertigem

                  no colo da saudade.

 

Para ti, Bernardete (28 de Agosto de 2011)

 

 

publicado por Bernardete Costa às 22:14

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1 comentário:
De Anónimo a 9 de Setembro de 2011 às 21:22
Bernardete
Um poema construído com muita beleza, o que não esconde uma profunda dor, estridente e
poética até as entranhas. beijo, da Eliana Mora, Brasil

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