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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

CAGAR OU NÃO CAGAR EIS A QUESTÃO

Diariamente prezo a minha caminhada matinal ao longo da avenida. Indiscutível que o facto de ter ao meu dispor, nesta cidade do litoral, uma avenida por onde o meu olhar se pode encher da esperança do verde da relva, do brilho ora calmo ora mais agressivo do rio, da revolta esbranquiçada das ondas que no mar se encapelam em rotinas de embalar, são, quanto baste, para me prender a estes espaços, a estas ruas, a estas gentes…

É esta terra que me viu nascer e que aqui retornei para recuperar as minhas origens, a eleita entre todas. Porque prima por alguma beleza primitiva – há lugares no sapal que a isso induz - , porque até o vento norte que sacode a cidade à sua passagem, retém o seu fulgor apaziguando-se na bela zona ribeirinha onde o verde da relva, das palmeiras e de outras árvores e arbustos o chamam para algum tempo de brincadeira feita de segredos e murmúrios.
Sinto que a autarquia actual, ou as diversas autarquias neste jogo rotativo democrático, se têm esforçado no sentido de desfazer de vez a ideia expressa por Raul Brandão, se não estou em erro, na sua obra “Os pescadores”, quando se refere à então vila “...esta feia Esposende”.
O certo é que Esposende atrai cada vez mais turistas, assim como ex-moradores de fim-de-semana que acabam por se radicalizar nestas terras, não só enredados pela sua beleza mas também pela oferta dos mais variados serviços públicos, assim como pela existência de bares e restaurantes qualificados nas zonas mais emblemáticas da urbe.
Neste esforço de bem servir os cidadãos não foram esquecidas as crianças que, agora, passam a dispor, também na zona nobre da cidade,  de dois parques infantis há tanto tempo reivindicados pelos moradores e passantes domingueiros.
O problema, pois não há bela sem senão, são as pessoas que acompanhadas pelos seus animais de estimação, mais propriamente os cães, permitem que eles usem e abusem da relva como sanitário publico! Ora os bichinhos, lá têm as suas necessidades,  e não está em mim colocar entrave a este acto filológico. Mas cagar e mijar no verde aparado e tratado com tanto esmero pelo trabalhadores da Câmara, aí é que a minha revolta se manifesta!
Pois, os animaizinhos não sabem ir à sanita! Ainda que as houvesse…Mesmo assim, os respectivos donos e donas não se dariam ao cuidado, por certo, de lá se deslocarem. Para exemplo desta atitude de desprezo pelo cidadão comum, das crianças muito em particular, durante este Verão todo, somente presenciei duas pessoas que, apetrechadas com o material indispensável, apanhavam as fezes caninas para as deitar em recipiente apropriado!
Os restantes, que são a maioria, valha-me os deuses do Olimpo, limitam-se a aguardar, com uma paciência de chinês que lhes invejo, que os animais caguem a torto e a direito e sigam caminho; que a avenida é maravilhosa e o verde já se sabe convida mais adiante; e o Pénorio  já se avista ao longe e a cerveja bem geladinha com tremoços sabe pela vida!

publicado por Bernardete Costa às 18:07

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