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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

IGNORÂNCIA

Não sei mais do que a minha ignorância.

Às vezes, nem as palavras aprendidas

no ventre de minha mãe sei de cor. Já confundo

até o azul do mar com o azul do céu.

E do amor sei que dói num prazer a doer; talvez

o coração seja uma perna amputada

e dele o vazio a permanecer.

De tudo o que é meu nada tenho.

Repito o comum, não sei donde vim nem ao que venho.

Ah, e a liberdade é uma espada de dois gumes,

tanto liberta como retalha.

Talvez me reste a reconciliação num mundo

por descobrir, a esperança num coração verde, uma flor

a florir na pedra da minha boca,

ou simples mapa de orientação que me diga

onde dessedentar a minha sede.

 

 

Bernardete Costa

publicado por Bernardete Costa às 22:31

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