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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

ORGULHO NACIONALl?

E assim ficamos por aqui: com uma triste derrota da Selecção Portuguesa perante uma aguerrida Alemanha.

Não me cabe transformar-me em mais um dos muitos treinadores de bancada que nestes momentos, quer de vitória, quer de derrota, se arvoram em detentores de verdades e inverdades desportivas e outras que tais.
Duma coisa estou certa: é desnecessário tecer argumentos de culpabilidade apontando o seleccionador, os jogadores, os árbitros, quem sabe até da bola manhosa que atrevidamente se meteu entre as malhas da baliza da nossa selecção!...
A Selecção Portuguesa perdeu e ponto final parágrafo! Com ela o nosso orgulho bobo (ainda que orgulho, mesmo assim) sofreu uma forte golpe de machado que fendeu bem a fundo, ao meio, em três, em quatro partes a nossa única (?) premissa de sermos portugueses dos bons!.
Já noutra crónica o disse: a bandeira de Portugal continuará ainda à minha janela; até que as cores se desbotem e as estremas se esfarripem. Porque ainda que não tendo, neste momento, outros motivos que me façam ter orgulho em ser cidadã deste país ainda que belo e à beira-mar plantado, fica-me, mesmo que desgostosa, o nome da minha pátria nela inscrito para me lembrar de que não tenho outra.
Agora, arrefecidos (gelados?) por este virar de página, e depois de arrumada na memória a desilusão, resta-nos a evocação futura desse fenómeno contagioso (patriótico?) que empurrava o autocarro dos vencedores, ó ironia!; mas agora, repito, outros valores se alevantam.
É urgente reinventar o amor como diria Daniel Faria. Não, não é o que disse o poeta que convém aqui no momento; eu diria: é urgente reinventar uma força que nos faça participativos e activos na construção dum país moderno e produtivo, solidário e justo. Mas como? De que servem as minhas palavras? Enquanto o homem for homem não confio nele, está tudo dito!
O homem – o português?! - somente sabe realizar três coisas: ou deixa-se embalar pelo comodismo do nada fazer, ou arma-se em chico-esperto e governa-se à grande e à francesa, ou, ainda, com mais ou menos capacidade e inteligência - claramente falo dos políticos - governa o seu mundo e dos outros retirando, numa espécie de golpe de mágica entranhada por lágrimas de crocodilo, os proventos abusivos que , pensam, lhes são legalmente devidos.
Avelino Ferreira Torres é um dos maiores exemplos de que o crime político compensa! Depois dos diversos contratempos com a justiça, dos quais não foi completamente ilibado, pavoneia-se de penas arqueadas em leque, avisando, inchado pelo orgulho que lhe corre no sangue de chico-esperto, que, e depois de tudo, vai candidatar-se de novo à Câmara de Marco de Canaveses de onde fora corrido por manifestas ilegalidades. Um caso sério de pouca-vergonha, diria a minha avó!
A mim, depois deste desaire de bola, deixem-me viver orgulhosa dessa memória vinda dos tempos heróicos em que os portugueses deram à luz novos mundos; dessa memória de poetas, de escritores, de artistas, e não são poucos, que prezaram e prezam a pátria que é a nossa língua, como diria Pessoa.
publicado por Bernardete Costa às 17:23

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