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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

TEU NOME PORTUGAL

Pronto! Também fui apanhada, dirão!

Confesso, a minha bandeira irá ocupar um lugar numa das minhas janelas; uma, não, talvez duas, que foram as que encontrei muito bem arrumadas depois de 2004. Falar em 2004 traz desilusão, porém também orgulho; não é qualquer um que fica em segundo lugar; por isso a bandeira maior perdeu a cor e esfarrapou-se nas estremas tanto tempo depois permaneceu ao vento, teimosamente, confesso!
Não, não sou fanática por futebol nem, penso, por qualquer tipo de coisa, religião politica, sei lá…
Todavia as cores da minha bandeira, o nome Portugal escrito na história da esfera armilar, e o orgulho que dela emana, melhor que sinto inchar-me o peito sempre que a miro e remiro em qualquer sítio onde se encontre desfraldada, são motivos quanto bastem para estas linhas e outras mais poéticas.
Tudo isto porque quando criança, aos sábados, dias em que ainda havia escola de manhã, sem direito a questionar ou elaborar reivindicação de protesto, nos foi ensinado o Hino Nacional que a turma fazia questão em cantar em grandes brados independentemente de qualquer afinação nas vozes, nomeadamente, naquela parte “contra os canhões marchar, marchar” ; também porque com rigor aritmético éramos obrigados a identificar as diferentes cores da nossa bandeira e seus respectivos significados, ou seja, dava-se valor à história do país e à sua notoriedade passada que se pretendia projectada no futuro.
Nos tempos que correm, e embora com algum confrangimento, vejo Portugal crescer na Europa, quiçá no mundo, somente a reboque dum conjunto de homens que se limitam a correr atrás de uma bola (curioso, não há mulheres ainda que na equipa técnica; salva-nos Vanessa Fernandes também a reboque do desporto, pois então!) que vestidos com as cores pátrias levam o nome do nosso país a entrar forçosamente no campo de visão de quem quer e não quer ver ( tape ou olhos e os ouvidos que é sempre uma óptima solução, lá fala o meu ancestral patriotismo!).
Porém, Portugal não é só futebol, não é apenas desporto; a competitividade tão esforçadamente patenteada nestes campos, tem forçosamente que extravasar noutras  direcções: é urgente que os portugueses ombreiem com os outros povos europeus em educação, civismo, intervenção, empreendedorismo, capacidade de realização…
Tristemente, e perante este clamor a que assistimos e a que não resistimos durante este europeu 2008, o nosso povo continua a ser alvo de troça e desprezo por parte de outros (veja-se as anedotas que correm no Brasil!) em situações tão comezinhas (ordinárias?) como escarrar no chão, para dar um só exemplo!
Ambiciono o dia em que esse orgulho Nacional, esse bradar de Hino, esse hastear de Bandeira possam emergir gloriosamente como consequência directa dos diversos desempenhos sociais, culturais e políticos de forma a impor, num contexto local e global, as premissas, de entre outras, da solidariedade, da modernidade e do progresso.
publicado por Bernardete Costa às 19:24

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