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Domingo, 2 de Maio de 2010

MÃE

Mãe:

Deixa-me recuar nesse mago tempo da infância e ver-te

recortada num halo de encantamento quando

te debruçavas sobre a criança que era; então, viajavas comigo

nesse beijo que se aninhava perfeito no meu coração.

Sabes, a tua voz na luz da manhã era um milagre de amor

por entre recusas do sono e do calor dos lençóis,

mas era na noite que um relâmpago dourava o fogo das tuas mãos

sobre o meu rosto, e logo adormecia

com as vibrações do sol que em teu coração de mãe

resplendia na irrequietude das minhas pálpebras.

Depois, do meu sonho uma dança de pombas entrava pelas janelas;

suas asas sem fim desciam sobre as margaridas

que colhia no jardim e te oferecia

num murmúrio de amor festivo. Eu sabia, mãe,

que de manhãzinha o sol vinha sempre contigo afugentar

alguma sombra erguida nos braços tristes da noite.

Mais tarde, ao despertar para a voz do teu carinho, surpreendia

como o espírito de mãe, ainda que na ausência

da criança que fora, permanece como uma avalanche de cuidado

que não dorme, porque amor de mãe é sagrado.

Mãe,

hoje, nesta mesa festiva, a compor uma música de embalar

na rima duma poesia, aqui estou como filha… e mãe também

a celebrar a glória do teu dia,

para que fique gravado no azul do véu da memória

que é o teu e o meu céu.

 

 

Bernardete Costa

publicado por Bernardete Costa às 21:12

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