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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

PÁSSARO DE CONFINS

 

 

 

Se estender este braço,

O esquerdo,

A minha mão tocará o coração

Da água.

 

Tão perto e tão disponível,

Tu virás sob o nevoeiro

Como uma duna de cristal

Ou uma garça azul

Semeadora de confins.

 

 

O azul não está no rio

Mas no olhar.

É por aí que os barcos caminham

E as ondas amplificam

A insubordinável música

Do infinito.

 

 

Fomos feitos para isto:

Para estar.

Magnanimamente recortados no vento

Como uma asa

Ou uma nave.

 

Estamos e partimos.

Todos os dias. A todas as horas.

Como se a viagem nada mais fosse

Que o doce, melancólico, silabar

Do silêncio.

 

Vens como se não tivesses tempo

Ou o tempo fosse demasiado.

Sentas-te, voltada para o mar.

A exuberância da presença

Diminui o espaço entre o olhar

E o desejar.

Partes  e de repente a ausência

É um secreto pássaro de espuma

A caminho do sul.

publicado por Bernardete Costa às 10:31

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