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Domingo, 18 de Abril de 2010

BEIJO

Ao despertar sozinha, um beijo em meu corpo se instala

 e se sacia no frágil momento na luz do azul,

como a primeira linha dum verso

onde se reinscreve o calor sedento na arte festiva dos frutos

que na manhã são o delírio a morrer docemente

na dentada do desejo no rubro de uma maçã.

 

Desde menina que meu beijo ardia num jardim

de malmequeres a clamar sol e inundação de rio numa baía verde;

desde menina que o embevecimento

cerrava minhas pálpebras e tomava nas asas dum anjo

 o milagre duma avalanche de beijos cujas vibrações

resplendeciam nas pétalas dum girassol.

 

Guardei meus beijos no gavetão do tempo. Depois

ao reacender virginal do desejo, um voo sem nome a colher a vida

fecundou as trevas no declínio da noite

a morrer de fome nas veias onde o fogo se extinguia.

Ah, como ainda quero esse beijo a inaugurar companhia, 

beijos a montar ondas em meu leito de horizonte.

 

 

Bernardete Costa

 

publicado por Bernardete Costa às 20:00

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