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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

A PROPÓSITO DE POESIA

A noite passada dormi mal.

O meu subconsciente percorria os caminhos ora sublimes ora doridos da poesia.

Resolvi abrir a janela, já o dia se levantara há algum tempo.

Depois, como se de um chamamento se tratasse, interrompi o meu passeio matinal e dirigi-me à EB23 António Correia de Oliveira, onde decorria uma exposição que abordava a temática “Poesia e Mar”.

Palavra puxa palavra, não sei se fui ou eu que me fiz convidada, assumi o compromisso de comparecer, logo ao início da tarde, numa sessão de poesia a ser declamada por alunos, docentes e até encarregados de educação.

Retomei, então, o meu passeio pela marginal, agora mais do que nunca, com a poesia a entrar por mim adentro; e o mar, mais ao longe, aguardando-me, sereno, num baile de rendas de espuma.

De repente, a poesia irrompeu das minhas entranhas, firmou-se nos dedos e derramou-se na folha de um livro que sempre trago comigo.

Aqui fica dedicada aos alunos, docentes e pessoal da acção educativa que, tão simpaticamente, me recebem sempre que por lá passo para deixar o deslumbramento e a magia das palavras.

 

A PAIXÃO DO MAR

Hoje, quando acordei, o sol beijava minha janela

E lá fora a Primavera, vestida de cetim

Chamava por mim.

Logo me levantei e segui seu rasto de jasmim.

Caminhei pela marginal em conversa amena com o sol

Que, bem atrevido por sinal, me acariciava.

Junto ao rio, a Primavera perfumava meus cabelos e

De mão dada, estremecemos no fulgor da manhã:

Era a poesia, a sereia do amor

Que nos conduzia na direcção do mar.

Não sei se sonhei, mas vestida de flores e cor e céu

O mar de mim se enamorou.

Pensou, com certeza, que irradiando tão singela beleza

A poesia era eu.

 

Bernardete Costa

DIA MUNDIAL DA POESIA

 

publicado por Bernardete Costa às 18:36

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