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Domingo, 21 de Março de 2010

A POESIA

A poesia é nada, alimenta-se da palavra

e essa menos que pedra. Pedra fere, magoa, dói…
e poesia é letra, verso geralmente lamecha, até rato rói..
Por vezes fico obtusa, mais dura que pedra,
e nem poesia me protege da mão confusa que lança pedra
ou me ergue do chão.
Com poesia posso esgrimir violência e com pedra sou violenta.
Às vezes, recolho pedra do rio ou da praia e ergo um castelo
onde a poesia é sentinela do meu pensamento.
Por isso, com pedras aninhadas na palma,
acredito na poesia que também é pedra amaciada pela luz,
pelo azul, pelo deslumbramento.
Com pedra arquitecto casa, faço murada de jardim,
pavimento a calçada; com poesia falo de mim
sem dizer absolutamente nada.
Ah, mas a poesia é que me salva de todas as pedradas: estanca o sangue das feridas e aflora em meus olhos
o brilho doce e meigo e tonto da palavra.
Porém, a poesia também pode ser cruel porque transforma a
língua perversa derramada no mel
na taça de pedra de todo o meu fel.
 
Bernardete Costa
publicado por Bernardete Costa às 00:02

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