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Terça-feira, 9 de Março de 2010

O HOMEM DO NADA

O que restará depois de deus sacudir a terra,

para além da inexistência inicial?
Outro deus condoído no disfarce da cinza
no instante final soprará o pó num grito de vida
 
armadilhada na morte antecipada. 
E a tragédia do homem ajoelhar-se-á venal a seu dono.
Era preferível o húmus de terra, o canto da ave
as mãos na adoração da flor,
 
a tarde no sono, talvez fosse solução o feitiço no eco
da montanha. Mas a morte e a vida tocam-se
no finito numa ponte para o infinito.
 
Talvez eu engane a tristeza no poema
inventando uma metáfora onde sem pena, quase pó,
se ergue do nada o homem, mais homem ainda.
 
publicado por Bernardete Costa às 14:06

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2 comentários:
De flavio lopes da silva a 10 de Março de 2010 às 12:08
bom dia!
belíssimo poema!
De Bernardete Costa a 11 de Março de 2010 às 16:11
Olá, caro amigo destas andanças de sons, letras, palavras e...possívelmente poemas.
Obrigada pela tua presença aqui neste blog.
Com afecto,
Bernardete Costa

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