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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

A POESIA LUSO-ÁRABE

Este poema é para ti, Como um jardim que a brisa visitou

Sobre o qual repousar o orvalho da noite
Até que o ataviou de flores.
Do teu nome fiz-lhe uma veste de ouro.
Com o teu louvor derramei o melhor almíscar
Quem me suplantará? Se o teu apoio é sândalo
Eu o quereria no fogo do meu génio
Quando as brasas estavam ainda a arder.
O orgulho no amor – temei-o – é a sua vergonha
Mas o prazer – aproveitai-o -   é o seu ardor.
Não peças à paixão que te dê domínio
Prefere ser escravo, nas suas mãos é que és livre!
Vós me dissestes: o amor prejudicou-te.
Eu respondi. Quem me dera me tivesse feito mal.
È que o meu coração escolheu doença para o corpo
Como forma própria de o adornar.
Deixai, pois, fazer a sua escolha
E não me critiqueis por estar emagrecido:
Não está a excelência de uma adaga
Precisamente na finura do seu gume?
Troçaste porque me deixou minha amada?
Quanto fim de mês oculta o crescente que vai vir!
Julgais que o fogo do esquecimento me consolara
Ou que um profundo sono chegará depois?
Mas ó coração, guerreiro da dor, se não sofresses mais
Quem te acudiria o socorro das lágrimas.
 
 
Adalberto Alves
O Meu coração é Árabe
A poesia Luso-Árabe
IBN (AMMÂR - 1031 -1084)
publicado por Bernardete Costa às 19:02

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