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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

TEMPO COMUM

O tempo é um fantasma vestido de neblinas,

de pérolas de chuva, do cinza pesado do meu céu,
é uma aparição reflectida nas águas irrequietas do rio,
é um pedaço de sombra sacudida pelo vento, e deus meu
como posso agonizar na treva desse espectro vadio
se este é o tempo da adolescência comum
se nas mesmas areias pousámos a ardência do sol
nesse tempo de descoberta e volúpia.…
Esse tempo que não volta é agora um tempo de desafio
que ocorre à memória na vigília da noite,
um tempo asa de ave ferida na dor do desencontro
que toca a tua face na invenção duma tarde,
essa visita das tuas mãos no contorno do meu rosto
porque, meu amor, o tempo é também esse arco-íris
iluminando um veleiro em busca do estio,
um quadro de Miró onde a cor define a imaginação
nesse tempo limite na antecipação do paraíso.
 
Bernardete Costa
 
 
 
 
 
 
publicado por Bernardete Costa às 16:05

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3 comentários:
De Bernardete Costa a 11 de Abril de 2009 às 20:12
alo, alo, gostei
De nanda a 11 de Abril de 2009 às 20:14
lindo!
De Bernardete Costa a 11 de Abril de 2009 às 20:15
obrigada.

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