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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

MULHERES

Sim,

também há corpos divinais

nestas areia finas e macias,

silhuetas suaves de ondinas,

com olhos de água

e lábios melancias,

onde em cada traço

trago o mar,

no salivar salgado

dos sentidos.

São corpos languidamente belos,

com tudo o que o amor

do feminino

nos traz de brandura

e de tremor à alma.

Porque vê-los com calma,

húmidos, já despidos,

picantes de luz,

imergindo, assim, das águas cristalinas,

é poder soletrar-lhes as gotas

que lhes escorrem devagar,

pelos umbrais quedos do desejo;

é querer, também, liquefazer-me

naqueles interstícios,

sem pejo de os macular,

para ficar apenas sumo de ternura,

nestes pequenos vícios,

masculinos,

das pupilas.

É trazê-las, enfim, gloriosas,

nos meus braços

hirtos e escorreitos,

beijá-las sedento nos seus peitos,

agora arrepiados,

esta, aquela, uma qualquer;

é deixar murmurar a fantasia

desta maré sempre cheia e vazia

que faz um homem

gostar tanto de ver,

assim,

uma mulher !.

José Dias Egipto, in Mar Interior

publicado por Bernardete Costa às 18:27

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