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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

AINDA A AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

Hesitei imenso em abordar este assunto, por duas razões essenciais: porque já não estou no activo e, também, por não me sentir esclarecida quando baste para o fazer duma forma clara, objectiva e, acima de tudo, isenta.

Com certeza já adivinharam, seguramente o tema é “professores”.
Ainda assim, vou tentar fazê-lo duma forma “leve e breve”, procurando dar enfoque ao que de mais relevante se apresenta neste contencioso entre profissionais da educação e respectivo ministério.
Em primeiro lugar, por vivência e constatação própria, estou convicta que a avaliação dos docentes era e continua a ser imprescindível; sem dúvida, que o modelo de avaliação em vigor no passado recente requeria alterações profundas, coragem é preciso para o dizer, pois pecava por facilitismo e até prejudicava os bons profissionais, já que todos obtinham a mesma classificação de satisfaz, independentemente do seu desempenho como docentes; casos raros, acontecia, em que o docente era possuidor de coragem e auto-estima suficientes e se candidatava a uma classificação superior que também era exequível no modelo de então.
Antes de prosseguir na temática que aqui me traz, não posso deixar passar em branco que, o Ministério da Educação na pessoa da Senhora Ministra da pasta em questão, de tanto querer ou mostrar fazer, confundiu alhos com bugalhos e cometeu erro crasso quando, em algumas afirmações, retirou a autoridade aos professores, à escola. Dito isto duma maneira objectiva: do oito caímos no oitenta, e isso vê-se por aí, não precisamos de nos deter neste fulcral pormenor.
Depois, e sempre os números e as estatísticas no topo das preocupações ministeriais.
Ora pensemos juntos. Que se pede à escola? Que ensine, que prepare os alunos, os futuros cidadãos do amanhã, induzindo-os a adquirir conhecimentos académicos a fim de os aplicarem na sua vida profissional e, simultaneamente, possam desenvolver capacidades de intervenção como cidadãos de direito.
E agora porque esta espécie de batalha campal à volta deste novo modelo de avaliação? Pergunto: já o visionaram? Então façam como eu e obterão a resposta.
Avalie-se pois os professores, como se avaliam os médicos, os advogados, os enfermeiros, etc., mas com o mínimo de bom senso.
Porque urgente é preciso que as escolas e seus professores encontrem a paz e o equilíbrio tão necessários ao seu mister de mestres das ensinanças. Urgente é preciso que a Senhora Ministra da Educação aprenda a humildade genuína de dizer aos professores: não detenho a razão plena porque ela também vos assiste.
 
Bernardete Costa
publicado por Bernardete Costa às 23:01

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