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Domingo, 24 de Novembro de 2013

AMAZONA (TELA DE ARMANDO MAGNO)

 

AMAZONA

 

À tua luz me reclino, pintor

e a minha voz se derrama na melancolia

 

queria silenciar-me definitiva ou dizer o essencial

nesta incapacidade minha

de adiar a tentação da escrita

 

mas que dizer deste sufoco em ânsia

de palavra a pedir o que não sei escrever...

 

um pouco mais de tempo , pintor, e te diria

deste encontro com a cor e com o som

que da palavra se dispersa

desta nudez virginal a ocupar o lugar da poesia...

 

sou incapaz, há súplicas nos meus olhos

como pecados cegos nas leituras da arte

apenas sei que amo o que amo

e nem assim o amor se escreve linear…

 

talvez somente um clamor ou uma tentação

a devorar este arremesso de versos.

 

Acolhe mestre, peço-te, a minha voz suplicante

pois algo se parte numa espiral de luz

 

Ah, pudera eu ser amazona e beber o universo

no mais puro dos mistérios

e como ela ser limite na cumplicidade amorosa

do olhar, ser a sede que a devora

 

e assim meu poema nascesse

virgem e inquietante nas cores da aurora.

 

Bernardete Costa

 

 

publicado por Bernardete Costa às 20:13

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