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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

W. H. Auden

Há dias assim: descobre-se uma nova flor, uma outra ave, uma nova pessoa, um grande poeta...

E quando assim acontece, avançamos mais um pouco em direcção ao ápice da montanha, que é como quem diz, evoluímos como seres humanos que tão insignificantes  ainda somos!

 

FUNERAL BLUES

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Evitem o latido do cachorro com seu osso suculento,
Silenciem os pianos e com tambores lentos
Tragam o caixão, deixem que o luto chore.
Deixem que os aviões voem em círculos altos
Riscando no céu a mensagem Ele Está Morto,
Ponham gravatas beges no pescoço dos pombos brancos do chão,
Deixem que os guardas de trânsito usem luvas pretas de algodão.
Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste,
Minha semana útil e meu domingo inerte,
Meu meio-dia, minha meia-noite, minha canção, meu papo,
Achei que o amor fosse para sempre: Eu estava errado.
As estrelas não são necessárias: retirem cada uma delas;
Empacotem a lua e façam o sol desmanchar;
Esvaziem o oceano e varram as florestas;
Pois nada no momento pode algum bem causar.
W. H. Auden

publicado por Bernardete Costa às 22:25

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1 comentário:
De David Fernandes a 20 de Novembro de 2008 às 14:42
É um poema belíssimo Bernardete; bem escolhido.

E magistralmente dito no elogio fúnebre do filme "Quatro Casamentos e um Funeral" por John Hannah.

Ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=b_a-eXIoyYA

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