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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

DESATINO DO AMOR

 

O amor não sabe acontecer, acontece

porque tem de ser, não sou eu que  o procuro, ou seguro

nesta pele de poeta.

O amor é valsa incerta, rodopia num desafio, é vadio, não sou eu

que atino com o amor, o amor é o meu desatino…,

 

uma espécie de destino que não sei onde e por onde,

se perto ou além, se em ti também…

 

Eu não acredito no amor mesmo que o deseje, eterno nos dias.

O meu sentir é mais um devir no bilro do sentimento;

sei que me tento, me enredo em teias

de brincadeiras na rota das monotonias; mas os olhares do amor são ardis,

senis brisas de ventos tresloucados…

 

Loucura é desistir do amor,

esse desacontecimento maior dum querer que aconteça

sem nunca acontecer. Irremediavelmente, teu olhar é cego,

teu corpo calor na distância, tua mão

 longe num tormento sem fim. Esse amor em mim

 

 não procuro, vem-me buscar quanto estás perto,

indiferente, ausente da turbação, pronto para o desfecho final

 

fatal: o amor acontece e desacontece

quase instantâneo e para que as bocas do amor se calem

servem-me um simples sucedâneo.

 

O amor não sabe acontecer, acontece,

o amor é valsa incerta, é vadio, não sou eu que o procuro, ou seguro

nesta pele de poeta.

 

Bernardete Costa

publicado por Bernardete Costa às 22:04

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