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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

ABUSO DOS SINDICATOS...AO ABRIGO DAS LEIS....

Permitam-me esta transcrição de João  Cepa, presidente da edilidade esposendense, que subscrevo:

“Hoje ficamos a saber que esta é a solução que a CGTP tem para o país: Greve Geral.

Queixam- por os trabalhadores se perderem rendimentos, mas pouco se importam que percam um dia de vencimento para fazerem as greves de que os sindicalistas tanto gostam. O que importa é que os trabalhadores saiam à rua para que os senhores dos sindicatos tenham o seu palco.

 

Há uns anos atrás mediei uma negociação entre a administração de uma empresa que entrava em insolvência e um sindicato. A primeira pergunta que o dirigente sindical fez ao administrador da empresa foi quando iriam transferir para o sindicato o dinheiro das quotas dos trabalhadores sindicalizados. Só depois trataram dos "direitos" dos trabalhadores.

(…)”

 

Isto para desmascarar o papel do sindicato dos contabilistas que envia a um ex-sindicalizado uma cobrança absurda, apenas porque este, na sua ignorância de causa, não comunicou o desvínculo com o dito sindicato a partir do momento em que ficou desempregado. Ainda que o referido sindicato tenha sabido, incontestavelmente, que o trabalhador entretanto deixara de trabalhar no setor, seguindo-se, inclusive, alguns intervalos de emprego e desemprego em ramos profissionais diversos.

 Era fácil a conclusão, até porque o referido funcionário usufruía de desconto na mensalidade que pagava numa universidade a frequentar no momento e, logo que mudou de ramo de trabalho, obviamente nunca mais usufruiu do dito desconto, até porque cessou a matrícula na universidade por incapacidade financeira.

Andou este funcionário ao ti tem lume, a esforçar-se por ganhar a vida, e este sindicato, repito, porque ao abrigo dum contencioso mal intencionado, (eventualmente transcrito em linhas minúsculas nos seus estatutos), envia uma nota de aviso de cobrança de algumas dezenas de euros referentes a quotas em débito. O pior da questão, este trabalhador encontra-se no presente de novo desempregado – mais um entre milhares - e, mesmo assim, é obrigado a pagar o que supostamente deve ou  sujeita se a procedimento legal como penhora e coisa que o valha. Absurdo.

E ainda se diz, quem diz, que os sindicatos defendem os interesses do trabalhador…

Vão, sim, é roubar ao r…q…os parta!

 

Nota: No momento em que publico este artigo, o referido sindicato, pressionado por um advogado, abdica da exorbitância pedida e estabelece um acordo com o trabalhador em questão diminuindo significativamente a quantia inicialmente exigida.

Nem mais digo, o desgraçado que não tivesse um amigo advogado que graciosamente lhe deu todo o apoio legal, bem se lincharia a pagar, ou a roubar, para cumprir com tais exigências sindicais – seguramente tudo ao abrigo da lei, uma lei mais rendada que rede de capoeira.

 

Bernardete Costa

 

publicado por Bernardete Costa às 14:40

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