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GRUPO TEATRO AMADOR ESPOSENDE...
CLUBE DE LEITURA eb12 ANTÓNIO CORREIA OLIVEIRA
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Mais uma vez o GATERC teve casa cheia. E o teatro extasiou os esposendenses e não só (isto é cultura, amigos). E agora que o GATERC evidenciou mais uma vez as suas potencialidades no palco, espero, e todos os que amam o teatro, que esta peça levada a cena no último sábado, não fique por aqui; possa, sim, noutros palcos evidenciar os méritos do seu elenco, a sua grande paixão pela arte de Shakespeare. Força GATERC!
Para quem precisa de matar saudades, Esposende "ligeiramente" antigo:
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O meu abrigada ao Prof. Neiva que disponibilzou estas imagens no facebook.
o GATERC (Grupo Amador Teatro e Rio Cávado) tem vindo a realizar o ET (Encontro de Teatro), na cidade maravilhosa de Esposende. Depois de vários grupos amadores terem passado pelo Auditório Municipal desta cidade numa inequívoca manifestação de bom teatro, a comprovar por aqueles que se dignaram assitir às suas representações, é a agora a vez de "Entretanto teatro e Cotas em dia" levar à cena "Sexo em Paz".
A não perder; bom teatro a preços simbólicos, que se não diga de ânimo leve que nesta pequena terra de "encantos meus" a cultura está retida na prateleira da Troica.
Preciso de lembrar para esquecer,
para não morrer antes da morte; preciso dum riso,
duma orgia de carícias em meu devaneio…
Estavas recolhido por detrás da vidraça;
não te reconheceria se não te visse pelas pedras retido
- tempo demais para quem passa.
Era um mês de Julho, o tomilho na terra rescendia,
…mas ao fugir da tua mão logrei o precipício.
Só depois li o arfar no teu peito, o mel dos teus olhos
e senti a picada de inseto a excitar o amanhã.
Um pássaro diurno acendeu o sol na penumbra
E, nómada, a rastejar para o oceano dos teus braços,
escutei o ritmo inquieto do coração a iluminar
a adolescência numa epifania antiga.
Quantas manhãs para semear a verdura!
quantas tardes para a ternura no cio das raízes,
na transpiração da árvore do teu corpo!
Em viagem errante pousaste os lábios nos meus,
no desejo dos meus, acesos nos versos, colados aos teus,
a traçar o percurso de amante, a decifrar a mulher
na tortura errante dum amor a desfalecer.
Não pretendas ler as páginas ausentes, não macules
a mulher no seu silêncio; toma como tua
essa outra de cheiros na boca: sou também eu…
Montanha de fogo, imponente torso,
decifra-me no colo e nas tuas mãos, dá-me o céu,
a sinfonia da paz na desilusão, ou no delírio dum jardim…
Inábil para a solidão, como quem exala flores,
inspirarei um mundo novo em mim
Bernardete Costa
sabe-se bela e derramada em esplendor de sol;
na raiz dos defeitos, rosa roseira não perturba lapela
em seus efeitos, pois não é mulher
com desgosto de amor .
mas rosa amarela é cega da luz que a tortura;
flor refém da cor, entretecida na chuva,
qual mulher em queixume de musa
com travo de delírio dos lábios bebida.
a crer-se Flora no matiz e mel das pétalas
por loucos pretendida, em silêncio, excessiva.
rosa a esmaecer na ardência que a retém, bela rosa
na cintilação dos meus versos,
lugar de exílio em poema delida,
como mulher em fio de astúcia
tomada de segredos.
Bernardete Costa
Não sei quando é Natal.
Se quando se pede brinquedos
e os jogos permitem folguedos, será que é Natal?
E se os silvos acordam as montanhas
e caem as bombas,
haverá Natal?
Não sei quando é Natal.
Se as luzes cintilam nas árvores, é Natal?
E se as cruzes assinalam a terra onde os homens,
as mulheres e as crianças tecem no silêncio
os gritos da fome e da guerra,
haverá Natal?
Mas sempre que nas mesas
o rubro das toalhas e as pérolas de azevinho
decoram as casas no seio das famílias,
ocorre-me ser Natal.
Mas como pode ser Natal
se há crianças que sorriem à nova bicicleta,
ao computador, à colorida vestimenta
e uma outra tem por companhia uma arma
e um sorriso perturbador?
Como pode ser Natal,
se o eco dos sinos clama alegria na voz dos anjos
enquanto os obuses explodem nos céus
as únicas luzes de todas as árvores?
Queria essa idade de acreditar que há Natal,
o meu coração não pode envelhecer; sempre menina
olhar as estrelas e todas as luas,
e nelas a luz em breve resplandecer
do coração pedra da humanidade.
Bernardete Costa
No passado dia 15 deste mês, tive o grato prazer de estar presente na feira do livro a realizar na biblioteca escolar EB23 de Arcozelo, Ponte de Lima.
Como vem sendo hábito, nesta terra do Lima, bordada a lilás e oiro, fui acolhida calorosamente por bibliotecários, professores e alunos, estes evidenciando um interesse notário pela palavra quer escrita quer oral. Alunos, desde os mais novos aos mais velhos, participativos e recetivos, respetivamente à magia do conto de fadas, em “Doce Canto da Sereia e outras histórias, e à poesia em “Transpiração”. Na essência, pretendeu-se a motivação para a leitura em geral, num tempo em que as novas tecnologias apelam ao esquecimento do velhinho livro, valorando a sua atualidade em conhecimentos, descobertas e entretenimento – um livro um tesouro, como as crianças apreciam dizer.
Aqui pretendo expressar os meus agradecimentos ao convite recebido pela direção de escola, assim como manifestar a minha alegria a todos os alunos, que tão entusiasticamente me acolheram por entre palavras e imagens, gestos, emoções...